
Cromeleque dos Almendres
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Na Serra de Montemuro, a cerca de 12 km de Évora, encontra-se o Cromeleque dos Almendres. Conta com uma vista privilegiada para a cidade de Évora e região circundante. Em março de 1964 Henrique Leonor Pina identificou o monumento através de informações obtidas por um guarda-florestal da zona. Uma descoberta, até então, inédita no panorama alentejano. Henrique Leonor Pina apenas conseguiu fazer o registo topográfico do cromeleque, devido a resistências por parte do proprietário da Herdade dos Almendres. Estas bases foram utilizadas por Mário Varela Gomes, que retoma o estudo do monumento em 1986. Na segunda escavação de Mário Varela Gomes, em 1989/1990, verificou-se que o cromeleque é constituído por dois recintos (o primeiro identificado em 1986) foi concluído que este novo recinto é mais recente que o que foi identificado em 1986.
No que se refere a espólio arqueológico, foram encontrados fragmentos de cerâmica (algumas decoradas), um machado e artefactos de pedra lascada. O Cromeleque dos Almendres foi alvo ainda de várias prospeções em 1999, 2002 e 2012. Existem várias teorias sobre as várias representações identificadas, pelos diversos estudos, contam-se seios, cintos, bocas, olhos, círculos, báculos, covinhas, entre outros. O arqueólogo Manuel Calado lançou a hipótese de cada rocha representar um indivíduo e o seu estatuto social. Cromeleque têm de facto representações que se podem considerar antropomórficas. Na entrada do instável caminho de terra, existe um centro de interpretação ao Cromeleque e Menir dos Almendres, no qual se podem encontrar os estudos mais recentes sobre o monumento e o megalitismo português.
Texto de: João Xarope
Pesquisa científica: Nuno Pardal Trindade
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