
Castelo do Giraldo
Numa cota que atinge os 334 metros e rodeado por vegetação um pouco densa, o Castelo do Giraldo fica escondido por este domínio verdejante e esconde uma vista privilegiada para a cidade de Évora e o meio rural que o rodeia num ângulo de 180º. Deste ponto alto da Serra de Monfurado é possível vislumbrar a ribeira de Valverde e o lago formado devido à barragem da Tourega. São inúmeros os quilómetros de arvoredo até à cidade de Évora e, na direção oposta, descem suavemente para um planalto.
O topónimo advém de Giraldo Geraldes, o Sem Pavor, gravado nos livros de história pela conquista de Évora em 1165. Se Giraldo efetivamente ocupou a zona não é certo, ainda assim o topónimo refere-se à ocupação do mesmo antes da sua famosa conquista de Évora. Não só através deste facto, mas também por evidências arqueológicas pode-se confirmar a ocupação medieval da zona, sendo que o que resta das muralhas foi, provavelmente, erigido já durante o período medieval, apesar de existir a possibilidade de que a sua existência remonte ao período do calcolítico. Recuando ainda mais no tempo, pode-se dar como certo que a zona começou a ser ocupada durante o segundo ou terceiro milénio antes de Cristo, tendo sido descoberta o chamado povoado da Coroa do Frade a escassos quilómetros do dito “castelo”, sendo que a sua relação com o “castelo” pode ter sido um acrescento ao povoado ou o povoado da Coroa do Frade tinha como subordinado o “castelo”. A informação que hoje possuímos foi iniciada por Afonso do Paço quando descobriu o “castelo” em 1957, no entanto só em 1961 é que os trabalhos arqueológicos se desenvolveram a bom ritmo. Desde então existiram um levantamento (em 1962 também por Afonso do Paço) duas escavações (1964 por Afonso do Paço; 1971 por José Eduardo Morais Arnoud) e uma prospeção (2008 por Mário José Barata Rodrigues de Carvalho).
Texto e pesquisa científica: Nuno Pardal Trindade

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