
Aqueduto da Água da Prata
Grande parte do percurso do aqueduto eborense, que tem o seu início na aldeia de Graça do Divor, está inserido no meio rural cercado por quintas e pequenos baldios até chegar ao convento de S. Bento de Cástris e prosseguir até à cidade de Évora. A data de construção do aqueduto da Água da Prata é datada ainda durante o reinado de D. João II (1477 e de 1481 – 1495) sendo maioritariamente para uso pessoal de Jorge da Silveira. Após a perda de interesse na obra por D. Manuel I (1495 – 1521) a obra foi retomada no reinado de D. João III (1521 – 1557), no entanto não existe uma data fixa para o retomo das obras sendo que as datas apontadas estejam entre 1531 e 1534. Sendo que a água passou as muralhas de Évora em 1537 para abastecimento público; com o seu términus no paço real em frente da igreja de S. Francisco, concluído em 1539, e onde atualmente se situa o mercado municipal. Obra destruída nos finais do século XIX para dar lugar a casa de habitação e ao mercado municipal. Este términus, contudo, era privado e nas décadas seguintes sendo estendido para facilitar o abastecimento dos eborenses.
Destes acrescentos, destacam-se o chafariz da Porta da Moura (a pedido do cardeal e arcebispo de Évora D. Henrique) em 1556 e outro no reinado de D. Sebastião (1557 – 1578) na Porta Nova. Em 2016, numa escavação arqueológica dirigida por José Rui Santos foi comprovado que um troço do percurso do aqueduto (entre S. Bento de Cástris e o convento da cartuxa) foi parcialmente construído por cima do seu antecessor romano. O aqueduto encontra-se cercado por diversas quintas e terrenos baldios os quais possibilitam a observação da típica paisagem rural alentejana, sempre com a cidade de Évora em pano de fundo, e com alguns paraísos escondidos entre flora alentejana. Atualmente constitui um percurso ambiental de cerca de 8.3km.
Texto e pesquisa científica: Nuno Pardal Trindade

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