
Anta Grande do Zambujeiro
A cerca de 12kms de Évora, na Herdade da Mitra encontra-se o maior monumento megalítico funerário em Portugal e entre os maiores do mundo.
Entre 1965 e 1969, Henrique Leonor Pina realizou várias escavações arqueológicas no local. Foram encontrados espólios, incluindo um fragmento de vidro fenício, que foi atribuído à Idade do Ferro, como placas de xisto e uma lâmina de bronze. Foi também durante este período que a controvérsia em volta da dinamitação do tumulus se iniciou, com Henrique Leonor Pina a negar essa versão dos eventos. Posteriormente, vários arqueólogos expressaram a sua preocupação com o estado do monumento e apelaram para a sua urgente reabilitação e consolidação. Durante a década de 1980 realizaram-se duas ações de manutenção, proteção, conservação e restauro (1983 e 1985) e três escavações (1983, 1985 e 1987). Sendo que a escavação de 1985 produziu bastantes materiais como pontas de seta, recipientes cerâmicos (alguns inclusive com decoração), placas e báculos de xisto, braçais de arqueiro, entre outros. Na década de 1990 realizou-se apenas uma escavação arqueológica, em 1997, sob a alçada de Ana Maria Duarte Santos Gonçalves na qual o limite do tumulus foi definido, bem como a identificação de um nível estratigráfico que se teorizou estar associado ao início da construção da estrutura.
Atualmente a Anta Grande do Zambujeiro encontra-se em risco de colapso. A estrada de acesso não é boa, no entanto pior se encontra o monumento, o qual necessita de uma intervenção urgente para impedir a sua derrocada. O que é certo para a Anta Grande do Zambujeiro é que foi de facto um monumento funerário de uma figura importante da sociedade que habitou no concelho de Évora há mais de 3 500 anos.
Texto de: João Xarope
Pesquisa científica: Nuno Pardal Trindade

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